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Ando tão cansada. Tenho tanta coisa para fazer e por em ordem, mas fico aqui deitada na cama, recuso-me a levantar. Olho fixamente para as paredes que me rodeiam, com o pensamento noutro lugar. o tempo consome-me lentamente e eu sigo-o como se um grande fardo estivesse sobre mim.
estou a acabar por ser 'maltratada' pelas circunstâncias e, estupidamente, ainda procuro uma razão.
como um mar agitado, é assim que se encontra a minha cabeça, as minhas acções. Tudo numa confusão total e eu, como um barco a afundar-me dentro de mim mesma.
Procuro respostas para as perguntas que, mesmo não parecendo, ainda são frequentes na minha cabeça confusa e perdida. O tempo ficou-me com as forças em vez de me ficar com esta dor que ainda me atormenta. tirou-me o brilho dos meus dias e deu-me dias frios e nublados.
Agora para além de cansada também me tornei fria. Mais nada é capaz de mexer comigo, já nem tenho onde sentir as coisas. Estou com o corpo anestesiado.
Estranhamente ou não, hoje ouvi dizer que a arrogância é um meio de defesa, e secalhar é isso!

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